sexta-feira, 27 de junho de 2008

T. das Fontes II


Não sei a quem os jusfilósofos querem enganar com essa discussão boba, comprida e enfadonha sobre as "fontes do direito". Pra mim, sempre esteve claro --claríssimo-- que a fonte de todo o direito é a mãe.
Desde sempre, as mães do mundo inteiro, inclusive a minha, têm ensinado a gerações e gerações de rebentos o que é o certo e o que é errado. Têm-se igualmente encarregado de prescrever sanções e, mais cegamente que qualquer tribunal, aplicá-las.
São também as mães a corporificação do mais elevado espírito de justiça. Dividem as sobremesas, o controle remoto e o tempo do computador como se carregassem sempre em si a balança infalível de diké. Melhor que a balança de diké, porque a verdadeira mãe pondera tudo com o instrumento mais fiel de tds: o coração.
No final das contas, as mães são a fonte de tudo. Freud já dizia serem elas as raízes de todos e quaisquer complexos, loucuras e perturbações psicopatológicas em geral. Henfil já declarou que a mãe também era a fonte do próprio socialismo (afinal, "é ela quem nos ensina a dividir o pão com nossos irmãos. é ela quem mostra que entre irmãos não há propriedade!!1~1". ou algo assim).
Não vejo porque elas não podem também ser as Fontes do Direito. Aliás, essa era uma concepção muito em voga na Antigüidade. Em Roma, por exemplo, já se tinha consciência do papel da mãe enquanto fonte do direito. A foto postada aqui é um detalhe de uma fonte construída na roma antiga, em homenagem à deusa da Justiça.
Originalmente, nela jorrava leite ao invés de água, mas parece que tiveram de fazer tal substituição em alguma parte do século V, por conta das invasões bárbaras que levaram à crise da economia, da política, da sociedade, enfim, da mãe, no império romano.

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